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Equipe Nossa Senhora do Carmo - Equipe Nossa Senhora do Carmo Atualizado em 29/09/2026

Cirurgia Geral

7 minutos de leitura

Como é feita a cirurgia de hérnia inguinal? Entenda cada etapa e a recuperação

Veja as principais etapas da hernioplastia, as técnicas disponíveis e o papel da tela no reforço abdominal. Veja também como costuma ser o período de recuperação
Resumo
  • O procedimento reposiciona o tecido herniado e reforça a parede abdominal com uma tela sintética
  • A correção cirúrgica pode ser convencional (aberta) ou minimamente invasiva (videolaparoscopia e robótica)
  • As técnicas por vídeo oferecem menos dor no pós-operatório e retorno mais ágil à rotina
  • O preparo inclui avaliação médica, exames pré-operatórios e análise de condições de saúde e medicamentos 
  • A recuperação envolve caminhadas leves, restrição temporária de peso e retorno gradual às atividades, conforme liberação médica 

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como é feita a cirurgia de hérnia inguinal

Entenda as diferenças entre as técnicas aberta, laparoscópica e robótica, a função da tela sintética e os cuidados para uma recuperação segura

A hérnia inguinal ocorre quando uma alça do intestino ou tecido gorduroso escapa por um ponto de fraqueza na musculatura da parede abdominal, na região da virilha. 

O tratamento definitivo para essa condição é sempre cirúrgico, procedimento conhecido clinicamente como hernioplastia. O objetivo central é devolver o conteúdo herniado para dentro do abdômen e reparar o defeito muscular.

Atualmente, a cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas, como a abordagem aberta convencional, a videolaparoscopia e a cirurgia robótica. Em muitos casos, o procedimento também utiliza uma tela sintética para reforçar a parede abdominal e reduzir as chances de a hérnia retornar.

A escolha da técnica depende das características da hérnia, do histórico de saúde do paciente e da avaliação do cirurgião. O preparo começa antes da operação, enquanto a recuperação envolve controle da dor, caminhadas leves e retorno gradual às atividades.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo conta com estrutura hospitalar e equipe especializada para realizar a avaliação, o preparo pré-operatório e o acompanhamento necessário. 

Ele está localizado na Rua Jaguarana, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro.

O que é a cirurgia de hérnia inguinal e por que a tela é usada?

A correção cirúrgica visa restaurar a anatomia normal da parede abdominal e evitar complicações graves, como o estrangulamento da hérnia. Durante o procedimento, o cirurgião fecha o orifício por onde o tecido escapou.

O uso da tela sintética revolucionou o tratamento dessa patologia. A técnica com aplicação de tela sem tensão é considerada um padrão, associado a menor intensidade de dor e redução significativa das chances de a hérnia retornar. Fixada junto à musculatura enfraquecida, a tela estimula a cicatrização local e fortalece toda a parede da virilha.

Como é feita a cirurgia de hérnia inguinal: técnicas disponíveis

A escolha do método cirúrgico depende das características da hérnia, do histórico de saúde do paciente e da experiência do cirurgião. O procedimento pode ser realizado por três vias principais.

Cirurgia aberta convencional

A técnica aberta, também chamada de cirurgia de Lichtenstein, é o método tradicional. O médico realiza uma incisão direta na região da virilha, geralmente entre cinco e dez centímetros de comprimento. 

O conteúdo herniado é empurrado de volta para a cavidade abdominal e a tela é suturada sobre o defeito muscular.

A anestesia aplicada na cirurgia aberta costuma ser a raquianestesia associada à sedação, embora a anestesia local ou geral também possam ser utilizadas em casos específicos.

Cirurgia por videolaparoscopia

A abordagem laparoscópica é uma técnica minimamente invasiva. O abdômen do paciente recebe uma pequena quantidade de gás carbônico para afastar os tecidos e gerar espaço de trabalho adequado. 

O cirurgião realiza três pequenas incisões, menores que um centímetro, pelas quais insere uma câmera e instrumentos específicos para posicionar a tela protética. Essa técnica traz benefícios importantes em relação à cirurgia tradicional. 

Como a redução do risco de infecções na tela cirúrgica e diminuição de complicações no processo de cicatrização. Além disso, os cortes reduzidos aliviam o desconforto inicial e favorecem uma alta hospitalar rápida.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica segue os mesmos princípios de incisões milimétricas da laparoscopia, com o auxílio de tecnologia de alta precisão. O cirurgião comanda instrumentos articulados a partir de um console, operando com visão tridimensional ampliada que elimina tremores involuntários das mãos.

Assim como na videolaparoscopia, a abordagem robótica com tela permite corrigir a hérnia com trauma cirúrgico mínimo. Uma vantagem relevante desse método é possibilitar a inspeção e o reparo da virilha dos dois lados sem a necessidade de novos cortes no abdômen. Isso é bastante útil em pacientes que apresentam hérnia bilateral ou defeitos ocultos no lado oposto.

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Como funciona o preparo pré-operatório?

O sucesso da hernioplastia começa semanas antes de o paciente entrar no centro cirúrgico. A equipe médica solicita exames de sangue, eletrocardiograma e, em alguns casos, radiografias de tórax. O paciente passa por uma avaliação pré-anestésica para checar alergias e definir a estratégia mais segura para o procedimento.

Pacientes com doenças crônicas precisam de cuidados redobrados. Para pessoas com trombose que vão fazer cirurgia de hérnia, é preciso saber que o quadro precisa está controlado. O cirurgião trabalha em conjunto com um hematologista ou cardiologista para ajustar o uso de anticoagulantes e aplicar medidas de profilaxia para evitar coágulos durante a internação.

Qual o tempo de repouso e como ocorre a recuperação?

Segundo a Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) as orientações sobre o repouso pós- operatório dependem do tamanho da hérnia e do tipo de cirurgia. Eles dizem também que a alta do paciente costuma acontecer no mesmo dia para a maioria dos pacientes. O que acontece sobretudo se o procedimento cirúrgico for realizado no período da manhã.

O pós-operatório costuma ter a intensidade de dor diretamente influenciada pelo método cirúrgico escolhido. Nas abordagens por vídeo, o controle doloroso costuma ser simples, com necessidade de analgésicos durante poucos dias após a cirurgia.

De maneira geral a dor costuma ser leve e desaparece em até 2 semanas após a cirurgia, diz o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Outro ponto positivo da técnica minimamente invasiva reside no resultado estético, com cicatrizes discretas e quase imperceptíveis ao longo do tempo. 

O retorno às caminhadas leves dentro de casa é estimulado desde o primeiro dia para ativar a circulação sanguínea. A volta ao trabalho e o retorno às atividades diárias pode levar de 1 a 2 semanas após a cirurgia, a depender do paciente, afirma o NHS (2024). Já se o trabalho envolver levantar peso, a recomendação é de que o retorno só aconteça após 6 semanas.

Observando cada caso, o médico pode autorizar a prática de exercícios mais intensos e levantamento de peso entre 2 e 4 semanas, a depender da técnica cirúrgica, deixa claro o NHS (2024). A Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal recomenda que o tempo seja ainda maior. O ideal é evitar pegar pesos maiores do que 5 ou 10 quilos e fazer atividades abdominais entre 30 e 60 dias.

Quais os riscos do procedimento e como preveni-los?

Toda intervenção cirúrgica apresenta riscos inerentes. Na hernioplastia, as complicações são consideradas incomuns, mas quando acontecem podem ser: infecção do corte cirúrgico, sangramentos, retenção urinária passageira e dor persistente ou dormência na virilha. 

Além de inchaço na área operada, retorno da hérnia e algum dano em órgãos ao redor da hérnia como intestino e bexiga.

Para mitigar esses riscos, a escolha de um cirurgião experiente e de um ambiente hospitalar com infraestrutura adequada é fundamental. 

Sempre monitore a ferida operatória em casa. Procure o serviço de pronto atendimento se notar sinais de alerta como: febre, vermelhidão intensa, vazamento de secreção com mau cheiro pelo corte ou dor que não cessa com os medicamentos prescritos.

Hospitais que investem em fluxos rígidos de controle de infecção e dispõem de tecnologia avançada oferecem uma camada extra de segurança ao paciente, como é o caso do Hospital Nossa Senhora do Carmo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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