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Cirurgia de LCA no joelho: quanto tempo para recuperar e o que esperar

Entenda como é a recuperação da cirurgia de ligamento do joelho, prazos, fases e cuidados para voltar com segurança às atividades.
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Equipe Nossa Senhora do Carmo - Equipe Nossa Senhora do Carmo Atualizado em 29/04/2026
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Entenda o procedimento que restaura a estabilidade do joelho, desde a técnica cirúrgica até a fisioterapia essencial.

A ruptura do ligamento cruzado anterior, conhecida pela sigla LCA, é comum em esportes com mudanças rápidas de direção. Muitas vezes acontece de forma súbita, com um estalo no joelho e dor intensa logo depois. Esse ligamento é fundamental para a estabilidade da articulação. Sem ele, até movimentos simples podem gerar insegurança.

A cirurgia reconstrói o LCA rompido e devolve estabilidade ao joelho. O método mais utilizado é a artroscopia, técnica minimamente invasiva feita com pequenas incisões. Isso reduz o impacto no corpo e facilita a recuperação. Durante a operação, o ligamento não é reparado, mas substituído por um enxerto que costuma vir de tendões do próprio paciente, como o patelar ou os isquiotibiais. Com o tempo, ele se integra ao organismo e passa a exercer a mesma função.

A recuperação leva, em média, de seis a nove meses e depende da fisioterapia. O processo acontece em etapas, com ganho progressivo de força e movimento, e o retorno às atividades ocorre de forma gradual e segura.

O que é a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior?

A cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior é um procedimento ortopédico realizado para substituir um ligamento rompido e restaurar a estabilidade do joelho. Esse ligamento é uma das principais estruturas responsáveis por controlar a rotação e o deslocamento da articulação durante movimentos do dia a dia e atividades esportivas.

Quando ocorre uma ruptura completa, esse tecido não consegue se regenerar de forma eficiente. Por isso, em vez de ser reparado, ele é substituído por um enxerto que passa a exercer sua função ao longo do tempo, permitindo que o joelho volte a ter estabilidade.

Sem essa estrutura funcional, é comum que o joelho apresente episódios de instabilidade, conhecidos como “falseio”, principalmente em movimentos de giro ou mudança rápida de direção. Com o tempo, essa instabilidade pode sobrecarregar outras estruturas da articulação, como meniscos e cartilagem, aumentando o risco de desgaste precoce.

Quando a cirurgia é indicada?

A indicação cirúrgica depende do impacto da lesão na rotina e das demandas físicas de cada pessoa. Em muitos casos, o tratamento é definido com base na presença de instabilidade e no risco de novas lesões como:

  • dificuldade para realizar atividades simples sem sensação de instabilidade no joelho
  • episódios frequentes de “falseio” durante caminhada, corrida ou subida de escadas
  • desejo de retornar a esportes que envolvem salto, giro e mudança rápida de direção
  • presença de lesões associadas, como lesões de menisco ou cartilagem
  • necessidade de preservar a articulação e reduzir risco de desgaste futuro

Após a lesão inicial, é comum aguardar um período de algumas semanas antes da cirurgia. Esse intervalo permite reduzir o inchaço e melhorar a mobilidade, o que contribui para um procedimento mais seguro e uma recuperação mais eficiente.

Como é feita a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior

A cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior é um procedimento ortopédico minimamente invasivo indicado para restaurar a estabilidade do joelho após a ruptura deste ligamento. O procedimento é realizado por artroscopia e, em geral, dura entre 60 e 90 minutos.

Artroscopia no joelho: técnica minimamente invasiva

A reconstrução do ligamento cruzado anterior é feita por artroscopia, técnica que utiliza pequenas incisões ao redor do joelho. Em uma dessas incisões, é inserida uma microcâmera que permite a visualização interna da articulação em alta definição.

Por meio de outras incisões, são introduzidos instrumentos cirúrgicos específicos para a retirada dos fragmentos do ligamento rompido e para a preparação da área onde será realizada a reconstrução. Essa abordagem reduz o trauma cirúrgico, diminui a dor no pós-operatório e favorece uma recuperação funcional mais rápida em comparação às técnicas abertas.

Enxerto para reconstrução do ligamento cruzado anterior

A reconstrução do ligamento cruzado anterior é realizada com o uso de um enxerto, geralmente autólogo, ou seja, retirado do próprio paciente. As fontes mais utilizadas são os tendões flexores do joelho (grácil e semitendíneo) e o tendão patelar.

Os tendões flexores estão associados a menor dor na área de retirada e menor impacto estético da incisão, podendo apresentar como limitação uma fraqueza temporária na flexão do joelho. Já o tendão patelar oferece alta resistência mecânica e integração óssea mais rápida, porém pode estar relacionado a dor anterior no joelho no período pós-operatório.

Após a retirada, o enxerto é preparado e moldado para atingir o comprimento e a resistência adequados para atuar como o novo ligamento cruzado anterior.

Fixação do enxerto e reconstrução do ligamento

Após a preparação, são realizados túneis ósseos na tíbia e no fêmur, nas regiões anatômicas originais do ligamento cruzado anterior. O enxerto é então posicionado nesses túneis e tensionado para restaurar a estabilidade articular.

A fixação do enxerto é feita com dispositivos como parafusos de interferência ou botões de fixação, que garantem estabilidade imediata do enxerto. Em alguns casos, esses materiais são bioabsorvíveis e reabsorvidos pelo organismo ao longo do tempo.

Essa fixação permite o início precoce da fisioterapia, etapa fundamental no protocolo de reabilitação do ligamento cruzado anterior, contribuindo para a recuperação da mobilidade, força muscular e estabilidade do joelho.

O que esperar do período pós-operatório?

A recuperação da cirurgia do ligamento cruzado anterior é um processo progressivo e exige disciplina na reabilitação. O resultado não depende apenas do procedimento cirúrgico, mas principalmente da evolução guiada pela fisioterapia e da adesão do paciente ao tratamento.

Nas primeiras horas após a cirurgia, o foco está no controle da dor e do inchaço. O paciente geralmente recebe alta em até 24 horas, dependendo da evolução clínica. O uso de medicação analgésica e aplicação de gelo ajudam a reduzir o desconforto inicial.

O uso de muletas é indicado para evitar sobrecarga na perna operada. Em muitos casos, o apoio parcial do pé no chão já é permitido conforme a tolerância, sempre seguindo orientação médica.

Cronograma de recuperação e fisioterapia

A fisioterapia começa ainda nos primeiros dias após a cirurgia e é o principal fator para uma boa recuperação. O processo é dividido em fases, com progressão gradual de carga e intensidade.

Fase 1 (0 a 6 semanas): foco no controle do inchaço, recuperação da extensão completa do joelho, ativação do músculo quadríceps e retomada da marcha sem muletas.
Fase 2 (6 semanas a 3 meses): início do fortalecimento muscular progressivo, treino de equilíbrio e exercícios funcionais leves, como bicicleta ergométrica e elíptica.
Fase 3 (3 a 6 meses): aumento da intensidade do fortalecimento e início de atividades como corrida leve em linha reta, sempre com acompanhamento profissional.
Fase 4 (após 6 meses): fase de retorno esportivo, com exercícios mais complexos que simulam movimentos do esporte, como saltos e mudanças de direção. O retorno completo às atividades esportivas costuma ocorrer entre 9 e 12 meses, após avaliação funcional.

Quais são os riscos e possíveis complicações?

A reconstrução do ligamento cruzado anterior é considerada um procedimento seguro, com altas taxas de sucesso quando bem indicada e realizada por equipe especializada, como em serviços de ortopedia hospitalar estruturados, a exemplo do Hospital Nossa Senhora do Carmo. Ainda assim, como em qualquer cirurgia, existem riscos que precisam ser conhecidos.

Entre as possíveis complicações estão:

  • infecção na região operada
  • trombose venosa profunda
  • rigidez do joelho (artrofibrose)
  • dor persistente no pós-operatório

Essas complicações não são frequentes, mas podem ocorrer e exigem atenção durante o acompanhamento após a cirurgia.

A maior parte dos riscos pode ser reduzida com cuidados adequados no pós-operatório. Seguir corretamente as orientações médicas, manter a higiene do local operado e realizar a fisioterapia de forma regular são medidas essenciais para uma recuperação segura. Além disso, o acompanhamento contínuo da equipe de saúde permite identificar qualquer alteração precocemente e agir de forma adequada.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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